5 Castelos Portugueses
5 Castelos Portugueses
A paisagem de Portugal é marcada por séculos de história, de batalhas, de reconquistas, de resiliência. Desde a Reconquista do país ao domínio dos Filipes de Espanha, até séculos mais tarde a batalha contra o exército de Napoleão, os castelos e fortalezas que perduraram no tempo são o registo desses tempos, dessas lutas, símbolos da luta de um povo pelo seu direito a existir como uma nobre nação. Hoje, estes castelos, mais do que monumentos históricos, são lugares de memória dos que aí viveram e símbolos da resistência de um povo.
Visitar um castelo é viajar no tempo e na história, percorrer épocas, costumes, tradições, momentos de luta e de sobrevivência, mas também momentos de glória e que moldaram a identidade do nosso país, do nosso povo. Neste artigo vamos apresentar cinco dos mais impressionantes castelos portugueses, cada um deles permite uma descoberta única da cultura e herança histórica da sua região e de Portugal.
Castelo de São Jorge, Lisboa
O Castelo de São Jorge é um dos monumentos mais emblemáticos de Lisboa, situado na mais alta colina da cidade. O castelo teve a sua função nos séculos X e XI, quando Lisboa era uma importante cidade portuária muçulmana.
Em 1147, o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, conquistou o castelo e a cidade aos mouros. Foi neste castelo que que rei D. Manuel I recebeu Vasco da Gama depois da sua viagem marítima à Índia, no século XVI. Foi também neste castelo que foi representada a primeira peça de teatro portuguesa, da autoria de Gil Vicente, por ocasião do nascimento do rei D. João III.
A vista sobre Lisboa é única, um monumento que celebra a resiliência, sobrevivendo a conflitos militares históricos, mudanças políticas e sociais, e até ao terramoto de 1755 que destruiu a cidade de Lisboa.
Visitar o Castelo de São Jorge é mais profundo que apenas uma visita a um monumento histórico, é viajar pela verdadeira essência de Lisboa.
Castelo dos Mouros, Sintra
Serpenteando por dois cumes da Serra de Sintra, o Castelo dos Mouros remonta aos primórdios da ocupação peninsular pelos mouros – o século VIII.
As suas famosas muralhas estendem-se pela serra com os seus blocos graníticos por entre penedos e penhascos.
O seu caminho da ronda permite vislumbrar uma paisagem única sobre a vila, o Palácio da Pena e, o contraste entre o verde da serra de Sintra e o azul do Atlântico.
Conquistado definitivamente, depois de várias tentativas, por D. Afonso Henriques, em 1147, ali foi edificada a primeira capela cristã do concelho, dedicada a São Pedro.
No período romântico, no século XIX, as muralhas foram restauradas sob o controlo de D. Fernando II, que arborizou os espaços envolventes, tendo conferido às velhas ruínas medievais uma nova dignidade.
Castelo de Almourol, Santarém
Situado no meio do Rio Tejo, o enigmático castelo de Almoural é um dos mais importantes monumentos da Reconquista Cristã, um dos monumentos mais emblemáticos que se podem encontrar em Portugal, pelo seu significado e pela paisagem envolvente.
A sua história está relacionada com a Reconquista do território durante a Idade Média. Quando aqui chegaram os cristãos em 1129, o castelo já existia sob o nome de Almorolan, tendo sido então incluído nas terras entregues à guarda dos Templários, sob as ordens de Gualdim Pais. Segundo uma inscrição existente na entrada, as obras de reconstrução datam de 1171. Juntamente com os castelos de Tomar, do Zêzere e da Cardiga, formava a linha defensiva do rio Tejo.
Depois de extinta a Ordem dos Templários e terminada a necessidade de defesa do território, acabou sendo esquecido, tendo sido recuperado pelo espírito romântico do séc. XIX que orientou o seu restauro e lhe deu o aspeto que vemos atualmente.
Castelo de Guimarães, Guimarães
Situado na cidade de Guimarães, no Monte Largo – “alpis latitus” no latim de documentos da época – evoca o misto de lenda e heroísmo que envolve o início da História de Portugal.
A sua construção data do ano de 968, foi mandado construir por Mumadona, condessa galega, como uma fortaleza onde a população se pudesse refugiar dos constantes assaltos de hordas de vikings, vindos dos mares do norte da Europa e dos muçulmanos que acorriam dos territórios que ocupavam a sul.
Ao castelo, liga-se a história militar da fundação do reino nos diversos combates em que Afonso Henriques defrontou em 1127 seu primo Afonso VII, rei de Leão. Com o nascimento das novas armas de artilharia, o castelo de Guimarães, como tantos outros, conheceu o início do fim das suas glórias. Foi cuidadosamente restaurado na sua original grandiosidade e beleza, na primeira metade do séc. XX e hoje, juntamente com o centro histórico de Guimarães, foi declarado como “Património da Humanidade” pela UNESCO.
Castelo de Tomar, Tomar
Em 1983, a UNESCO declarou monumento “Património da Humanidade” o Castelo Templário e Convento dos Cavaleiros de Cristo de Tomar. Construído sobre um lugar de culto romano, simboliza sete séculos da história de Portugal e de grandes momentos da história do Ocidente.
Este castelo fica em Tomar, na região centro de Portugal e é um lugar de visita para todos os que apreciam história e cultura.
D.Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal, doou aos Cavaleiros do Templo de Jerusalém, uma vasta região entre o Mondego e o Tejo. Conta a lenda que, em 1160, os cavaleiros chegados à região escolheram um monte para estabelecer um castelo e o nome que lhe iriam dar: Tomar.
Em 1314, a Ordem do Templo foi extinta devido às perseguições do rei de França, Filipe – o Belo. Graças à vontade de D. Dinis, as pessoas, os bens e os privilégios foram totalmente integrados, em 1319, numa nova ordem – a Milícia dos Cavaleiros de Cristo que iria, com o Infante D. Henrique, apoiar a nação portuguesa na empresa das descobertas marítimas dos séculos XV e XVI. O Castelo de Tomar torna-se então Convento e sede da Ordem e o Infante Navegador seu Governador e Administrador perpétuo.
A Ordem de Cristo não apenas herdou parte do património e membros da Ordem do Templo, mas também se tornou uma força motriz na expansão marítima portuguesa, deixando uma marca indelével na história mundial.
Sob a liderança do Infante D. Henrique, conhecido como Henrique, o Navegador, que se tornou governador e administrador da ordem em 1420, a Ordem de Cristo desempenhou um papel fundamental na expansão marítima portuguesa durante a Era dos Descobrimentos. Muitos cavaleiros da ordem se tornaram navegadores e vice-versa. A emblemática cruz da Ordem de Cristo adornava as velas das caravelas portuguesas que exploravam os oceanos, simbolizando a forte ligação da ordem com as novas terras descobertas.
Esperamos que este artigo tenha despertado a curiosidade de saber mais sobre Portugal, um dos países com uma história e património mais fascinantes. Entre em contacto com a nossa equipa para mais informações.
